Hector é a segunda versão nomeada do Guara Cloud. Se Achilles foi sobre crescer e virar um produto adulto, Hector é sobre entregar ferramentas que cabem no seu dia a dia, e fazer a plataforma finalmente se enxergar de ponta a ponta.
Nesta versão a gente foca em três coisas: dar mais operações na sua mão (consultar seu banco, ver sua trilha de auditoria, levar observabilidade para o terminal), abrir o catálogo para pipelines de captura de mudanças, e fazer cada requisição da plataforma carregar contexto completo de quem está fazendo o quê. O resultado é um dashboard mais ágil, um catálogo mais expressivo, e uma plataforma que fica transparente quando você precisa que ela seja.
Consultas SQL no seu banco, sem sair do dashboard
Postgres e MySQL do catálogo agora respondem direto pela UI.
Cada serviço Postgres ou MySQL do catálogo ganhou uma aba de SQL com editor, navegador de schema,
histórico das suas queries, e uma tabela de resultados que aguenta milhares de linhas sem travar.
Cmd/Ctrl+Enter para rodar, botão de cancelar para queries que esquentaram demais, rascunhos que
sobrevivem a uma troca de aba, e mensagens de erro que falam o seu idioma. Toda execução é
read-only por construção, então você pode explorar à vontade sem medo de quebrar produção.
Debezium e Conduit no catálogo
Capture mudanças do seu banco e mande para onde precisar, sem yaml.
Dois novos serviços no catálogo trazem captura de mudanças (CDC) nativa para o seu projeto: Debezium para os casos pesados (Postgres, MySQL, MongoDB → NATS, Kafka, HTTP), e Conduit para pipelines mais leves entre origens e destinos variados. O assistente reconhece os outros serviços do seu projeto, então você só escolhe a origem e o destino numa lista, credenciais e endereços ficam por nossa conta. Use para alimentar caches, reagir a mudanças em tempo real, ou levar dados para fora do Guara Cloud sem precisar reinventar o pipeline.
Observabilidade na linha de comando
Métricas, traces, mapa do projeto e um observatório ao vivo, tudo via terminal.
Quatro novas superfícies de observabilidade chegaram à CLI: guara services metrics para métricas
e gráficos em ASCII, guara services traces para listar e desenhar traces como um waterfall,
guara projects map para o grafo de serviços do seu projeto, e guara projects observatory para
um painel ao vivo com saúde, eventos e traces. Tudo aceita --watch para refrescar no lugar e
--json para encadear com jq. Na mesma onda, guara catalog query e guara catalog schema
levam o SQL para o terminal, perfeito para colar num Makefile ou script de migração.
A plataforma agora se enxerga
Toda requisição, todo job, todo evento, carregando contexto completo de ponta a ponta.
A gente refez a camada de telemetria do Guara Cloud para que cada linha de log e cada span de trace já saiam com contexto rico, quem fez, em qual projeto, em qual serviço, em qual ambiente. Esse contexto viaja com a requisição até o final, mesmo passando por filas internas e jobs assíncronos. Para você, isso significa: quando algo der errado, o suporte abre o seu caso e encontra a sua agulha em segundos, e a gente consegue detectar regressões antes de você sentir o impacto. É o tipo de melhoria que você não vê, você só percebe que dúvidas ficam mais fáceis de responder.
Sua trilha de auditoria, do seu jeito
Veja todas as ações que você executou na plataforma, filtre e abra os detalhes.
Em Operações chegou uma página nova de Audit Logs, dedicada às suas próprias ações. Filtre por tipo de ação, recurso, projeto, e janela de tempo. Cada linha expande para mostrar metadados completos, quem fez, de onde, com qual resultado. A visão é estritamente sua: você nunca vê o que outras contas fizeram, e ninguém vê o que você fez. A página é totalmente acessível por teclado e funciona bem em telas pequenas, então dá para auditar uma sessão suspeita do celular se precisar.
Mais firme, mais silencioso
Uma rodada de melhorias de segurança, confiabilidade e UX que aparecem só quando você procura.
A nova aba SQL é blindada contra os truques clássicos de injeção e statement-smuggling, e os limites de execução agora são consistentes mesmo quando a plataforma escala para vários nós atendendo o mesmo time. Os novos serviços de CDC vêm de releases verificadas com checagem de integridade no boot, então o que você implanta é o que a gente entregou. Mensagens de erro pelo dashboard ficaram mais claras e nunca mais expõem detalhes internos do servidor; em compensação, códigos de erro padronizados ajudam a CLI e a API a sugerir o próximo passo certo. E o painel da plataforma ganhou painéis de uso de volumes, então ninguém é mais surpreendido por um disco cheio às três da manhã.
E mais, por dentro da plataforma
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Painéis de uso de volume e alertas correspondentes na visão de saúde da plataforma, disco cheio deixou de ser um susto.
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Tabela de Audit Logs com expansão por teclado, paginação que não pisca o conteúdo entre páginas, e mensagens de status que screen readers entendem.
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SQL Query: rascunhos que sobrevivem a uma troca de aba, atalho
Cmd/Ctrl+Enter, botão de cancelar, e tooltip de schema com tipos e nullability. -
Picker de “serviço irmão” no assistente de catálogo: quando um serviço novo precisa de outro, ele já lê os candidatos do seu projeto e mostra com ícones de marca.
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Documentação bilíngue (pt-br + en) para cada novo recurso, SQL Query, Debezium, Conduit, observabilidade na CLI, e os novos comandos.
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Códigos de erro padronizados em todo o frontend, pareados com mensagens curtas e acionáveis no toast.
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Acessibilidade afiada nos novos componentes: foco visível, rótulos para leitores de tela, atalhos de teclado que disparam só onde fazem sentido.
E mais, uma porção de pequenos retoques pelo dashboard, mensagens mais quietas, copy mais apertada, e uma frota de melhorias que a gente preferiu fazer a contar.